ArticleIDPicAddressSubjectDate
{ArticleID}
{Header}
{Subject}

{Comment}

 {StringDate}
 
 
 
 
 
 
 
ViewArticlePage
 
 
 
  • Os Atributos Divinos   
  • 2010-01-24 21:38:6  
  • CountVisit : 255  
  • Sendtofriend
  •  
  •  
  • Os Atributos Divinos

    Quando cremos em Deus, Criador do Universo, como seu Criador e Sustentador, dirigindo sua caminhada segundo uma sabedoria e uma gestão pertinente, é natural que conheçamos Seus atributos através de sua Criação e da perfeição de sua obra, e apreciamos suas Qualidades através da esplendorosa manifestação de tais obras, exatamente como apreciamos um engenheiro por meio das qualidades que distinguem seus trabalhos ou como apreciamos um autor à luz da ciência e do saber que seu livro contém, ou, ainda, como conhecemos a personalidade de um educador através das qualidades e virtudes daqueles que ele ensina. É desta maneira que podemos conhecer as qualidades do Criador Grandioso, tais como através da ciência, da sabedoria, da vida, da capacidade, da audição e da visão. Porque a precisão e a ordem que se revelam no universo põem em evidência a Ciência e a Sabedoria de Deus. As grandes energias manifestas demonstram a Capacidade e a Maestria de Deus; as variedades da vida e os graus de percepção racional e sensorial. A unidade deste grande plano, o controle desta construção e a perfeição no desenho deste universo, assim como as correlações sólidas entre seus variados aspectos assinalam a unicidade do Criador e o Seu Poder, que tem como resultado este vasto universo.

    a) Sua Justiça e Sua Integridade

    Todos crêem, devido a nossa razão inata, em valores gerais que guiam nossa conduta, a saber, os valores que afirmam que a justiça é uma verdade, um bem e um direito; que a injustiça é ilegítima e um mal; que aquele que se mostra justo em sua conduta é digno de respeito e recompensa, e aquele que comete injustiças e agressões, é digno do contrário. Estes valores, do ponto de vista da natureza inata, são fundamentais para que a conduta do homem seja dirigida, desde que não haja outros obstáculos tais como a ignorância e o interesse por ganhos materiais. Todo homem deve escolher entre a verdade e a mentira, ou entre a fidelidade e a traição, diante dessas opções escolherá sempre a verdade ao invés da mentira, e a fidelidade ao invés da traição, isso se não tiver um motivo pessoal e um interesse privado que o incite a desviar-se destes valores em seu comportamento. Isto quer dizer que quando um homem não tem nenhum interesse em enganar a alguém, trair a qualquer outro ou ser injusto com o próximo, ele conduz sua vida de forma verídica, honesta e justa, isto é, com uma atitude reta e íntegra. É exatamente isto o que se aplica ao Criador, que está no comando de todos esses valores que percebemos com nossa razão inata. Pois é Deus que nos dotou desta razão, e ao mesmo tempo é só Ele quem, devido a seu poder inestimável e sua dominação total sobre o Universo, não tem necessidade de transgredir nem desviar-se. Porque Ele é sempre justo, e jamais será injusto contra ninguém.

    b) A Justiça Divina como Prova da Recompensa e da Punição

    Os valores em que nós cremos exaltam a justiça, honestidade, veracidade, fidelidade e outras qualidades do mesmo tipo, e condenam seus contrários. Eles não apenas aprovam as boas qualidades e rejeitam as más, eles também reclamam por uma recompensa apropriada a cada uma destas qualidades (positivas ou negativas). Pois, a razão inata ao bom sentido faz com que o injusto e o traidor mereçam ser castigados, e que o justo, o homem honesto, que faz sacrifícios para a justiça e a honestidade, mereça ser recompensado. Baseado em tais valores, cada um de nós encontra em sua própria consciência a tendência a castigar o injusto e desviado e a apreciar e gratificar o justo e íntegro. Porém, aquilo que nos impede de pôr em execução este desejo de fazer justiça é nossa incapacidade de adotar a atitude apropriada ou nossa própria parcialidade.

    Desde que acreditamos em um Deus Justo e íntegro em Seu comportamento, capaz de fazer justiça (castigar ou recompensar) e executar os valores que demandam a sentença justa e determinam a recompensa adequada ao comportamento honesto e o castigo merecido ao comportamento desonrante, é normal que concluamos dizendo que Deus recompensa ao benfeitor por sua boa ação e faz justiça à vítima em detrimento do injusto. Porém, ao mesmo tempo, salientamos que esta justiça não se realiza na vida que conhecemos nesta Terra, ainda que Deus seja capaz disto. O que prova, quando se tem em conta o que dissemos anteriormente, que haverá um Dia do Juízo no qual o benfeitor anônimo que fez sacrifícios por uma nobre causa, sem ter recolhido seus frutos, e o injusto que escapou momentaneamente do castigo que merecia, e que viveu sobre o sangue e as ruínas de suas vítimas, serão julgados cada um segundo os seus atos. Esse dia é o Dia do Juízo Final, que encarna todos esses valores absolutos de conduta, e sem o qual estes valores seriam sem sentido.

    Segunda Parte - O Mensageiro (Ar-Rassul)

    Introdução: O Fenômeno da Profecia

    Cada coisa neste vasto universo carrega em si mesma sua lei divina vigorosa, que a dirige e que a desenvolve tanto como é possível. O grão, por exemplo, está submetido a sua própria lei, que o transforma, segundo condições determinadas, em uma árvore. O embrião também está submetido à sua própria lei, que o rege e o transforma em homem. Todas as coisas, o sol, os prótons, os planetas que gravitam na órbita do sol e os elétrons que gravitam na órbita dos prótons, caminham de acordo com um plano pré-estabelecido, e evoluem segundo as suas próprias possibilidades. Esta organização divina global se estende, segundo a lei da indução científica, a todos os aspectos e a todos os fenômenos do Universo. Sem dúvida, o fenômeno da livre escolha do Homem é o mais importante dos fenômenos do Universo. Pois o Homem é um ser de propósitos, quer dizer, um ser que sempre age em função de atingir uma meta. Cava a terra para extrair a água, cozinha a comida para comer uma iguaria deliciosa, experimenta um fenômeno natural para conhecer suas leis, e assim por diante.

    De forma contrária, os demais seres da natureza trabalham para objetivos fixados, fechados, e não para objetivos que eles vivem por si próprios e querem realizar de forma espontânea. Certamente, os pulmões, o estômago e os nervos, cumprem, no exercício de suas funções fisiológicas, uma ação com um propósito; porém, não vivem por eles mesmos, não vivem para propósitos estabelecidos por suas atividades naturais e fisiológicas específicas, os seus propósitos são fixados pelo Criador.

    Dado que o Homem é um de propósitos, busca sempre um propósito, cujas atitudes estão ligadas aos objetivos pelos quais ele vive e busca, e em função dos quais ele se realiza, isto supõe que tacitamente toma atitudes práticas, ele não obedece a uma lei natural rigorosa, como o faz uma gota de água que cai seguindo uma trajetória definida, segundo a lei da gravidade; de outra forma, ele não seria um ser de propósitos e não trabalharia em vistas a um fim que procura. Para ser um ser de propósitos, é necessário que em seu comportamento o Homem seja livre, a fim de que possa atuar em função dos objetivos que possam aflorar em sua mente. A correlação entre as atitudes práticas e os objetivos, constitui a lei que rege o fenômeno da escolha no Homem.

    O objetivo do homem não é fortuito, pois cada Homem determina seus objetivos em função das exigências e das necessidades de seu interesse. Estas necessidades, em si mesmas, são determinadas pelo meio e pelas condições objetivas que cercam o Homem. Porém, estas condições não animam ao Homem diretamente, como o temporal agita as folhas das árvores, pois dessa forma, sua qualidade de ser de propósitos seria abolida. São as circunstâncias objetivas que movem o Homem, estimulando a consciência do Homem com um interesse preciso que representa uma atitude prática. Ainda assim, é necessário afirmar que o indivíduo apenas é motivado pelos interesses que lhe afetam pessoalmente. Há duas classes de interesses: os interesses de curto prazo, que com freqüência servem ao indivíduo de propósitos, que só age em benefício próprio, e os interesses de longo prazo, dos quais se aproveita a comunidade como um todo. Também, às vezes, os interesses individuais e os interesses comunitários se opõem. Assim, constatamos que quando o Homem é movido por um interesse, ele na verdade o é menos pelos valores positivos que comportam que pelo proveito pessoal que lhe proporcionam. Compreendemos então que deve haver a criação de condições objetivas para garantir as motivações do Homem pelos interesses da comunidade, está é uma condição necessária para a estabilidade e progresso da vida em longo prazo.

    O Homem tem topado com uma contradição entre a atitude objetiva que deve incitar-lhe a associar-se aos interesses comunitários impostos pela lei da vida e a atitude subjetiva que lhe faria se preocupar com as utilidades pessoais e momentâneas, as que na verdade lhe incitam suas propensões. É absolutamente necessário, pois, achar uma fórmula para resolver esta contradição, e criar as circunstâncias objetivas para incitar o Homem a atuar conforme os interesses da comunidade.

    A Profecia é, portanto, um fenômeno divino na vida do Homem, que constitui a lei, estabelecendo a fórmula desta solução, transformando os interesses da comunidade, assim como todos os interesses superiores, que estão acima dos interesses de curto prazo, em interesses individuais de longo prazo. Ela atinge isto tornando o Homem consciente da sua existência após a morte e de sua jornada para o estado da Justiça e Recompensa, no qual as pessoas serão reunidas para assistir e constatar seus atos, e para assumir suas conseqüências:

    يقول تعالی في سورة الزلزلة

    ] فَمَن يَعْمَلْ مِثْقَالَ ذَرَّةٍ خَيْرًا يَرَهُ (7) وَمَن يَعْمَلْ مِثْقَالَ ذَرَّةٍ شَرًّا يَرَهُ (8) [

    “Quem tiver feito o bem, quer seja do peso de um átomo, vê-lo-á. Quem tiver feito o mal, quer seja do peso de um átomo, vê-lo-á”.(Alcorão, C.99 – V.7 e 8)

    É desta maneira que os interesses da comunidade se tornam idênticos aos interesses de longo prazo.

    Esta fórmula consiste de uma teoria e de sua aplicação educacional. A Teoria é o Dia Prometido, o Dia do Juízo. E sua aplicação é uma operação contínua de direção divina (e não pode ser nada além de divina), pois depende do Dia do Juízo, o qual ninguém sabe quando será. Essa atividade não pode existir a não ser através da revelação divina, que é a missão profética. Sendo assim, vemos que a profecia e o Dia do Juízo Final são dois aspectos de uma mesma fórmula, que constitui a única solução frente ao conflito existente na vida do Homem. Esta solução constitui o fenômeno da livre escolha, e o promove em vistas a servir aos verdadeiros interesses do Homem.

     
    FirstName :
    LastName :
    E-Mail :
     
    OpinionText :
    AvrRate :
    %0
    CountRate :
    0
    Rating :