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  • Provando a Missão do Grandioso Profeta Mohammad (s.a.a.s.).   
  • 2010-01-24 21:39:36  
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  • Provando a Missão do Grandioso Profeta Mohammad (s.a.a.s.).

    Da mesma forma que provamos a existência de Deus através do raciocínio indutivo e de outros métodos de demonstração científica, igualmente, vamos provar a profecia de Mohammad pelo raciocínio científico indutivo e pelos mesmos métodos que utilizaremos para provar diferentes verdades de nossa vida cotidiana e científica. Comecemos por alguns exemplos preliminares:

    Quando um homem recebe uma carta de um parente, um garotinho, aluno em uma escola no campo, e observa que a carta está escrita em uma linguagem moderna, com as frases concentradas e eloqüentes e um método técnico muito hábil de dispor e expor as idéias deduz que uma pessoa culta, erudita e dotada de um sólido poder de expressão ditou ao garotinho o conteúdo desta carta, ou alguma coisa deste gênero. Para analisar esta dedução, a reduziremos aos seguintes pontos:

    1) O expedidor das cartas é um garotinho do campo que realiza sua aprendizagem em uma escola primária.

    2) A carta se distingue por um estilo eloqüente, uma grande execução técnica, uma excelente capacidade de exposição das idéias.

    3) A ciência da indução demonstra nos casos idênticos, que um garotinho, tendo as características que assinalamos no primeiro ponto, não pode formular uma carta que possui as qualidades expostas no segundo ponto.

    4) Deduzimos disto que a carta é produto de outra pessoa, utilizada, de uma forma ou outra, pelo garotinho.

    Vamos agora apresentar um outro exemplo que ilustra a mesma idéia, mas dessa vez, um argumento puramente científico. Trata-se da argumentação feita pelos cientistas ao estudar os elétrons. Um cientista tem estudado um tipo particular de raio que ele mesmo tem provocado dentro de um tubo fechado, uma peça magnética, em forma de ferro. Fazendo isso tem observado que o raio se inclinava para o pólo positivo do imã, e se afastava do pólo negativo. E refaz a experiência de novo, de várias outras formas, até que tem a certeza de que o raio é atraído pelo imã, e que é o pólo positivo o que lhe atrai. E sendo que este cientista sabia, por indução e graças a seus estudos de outros raios (tal como a luz), que os raios não são influenciados por uma força magnética nem são atraídos por ela, e que a força magnética atrai os corpos e não os raios, conclui que o fato do raio em particular ser atraído e se inclinar para o pólo positivo, não pode ser explicado pelas informações que tem a sua disposição. Isto lhe fez descobrir um fator novo, uma nova verdade, a saber: este raio se compõe de partículas negativas minúsculas, que existem dentro de todas as matérias; já que emanam de matérias distintas. A estas partículas dá-se o nome de elétrons.

    Nestes dois exemplos (o da carta e o do elétron), a prova se resume dessa forma: cada vez que se constata, no quadro dos fatores e circunstâncias, que os mesmos não nos conduzem a outros casos similares do mesmo fenômeno, há de se conceber e concluir a existência de outro fator invisível que é indispensável para explicar dito fenômeno. Em outros termos, se à vista da demonstração indutiva da demonstração de outros casos idênticos, o resultado está além das circunstâncias e dos fatos perceptíveis, se revela a existência de uma coisa invisível por detrás destas circunstâncias e destes fatores perceptíveis. É exatamente o que se aplica à Profecia do Mensageiro Mohammad e à Mensagem que tem anunciado ao mundo. A aplicação do método para esta argumentação segue os seguintes pontos:

    1) Este indivíduo que anunciou uma Mensagem Celestial para o mundo pertencia à Península Árabe, que era uma das partes mais atrasadas da Terra naquela época, nos planos intelectual, social, político, econômico, e mais precisamente, ele pertencia ao Hijaz, região esta que não conhecia sua própria história, nada sabia sobre as civilizações nascidas algumas centenas de anos antes nas outras partes da península, nem tinha vivido nenhuma experiência social completa, nem adquirido nada notável dentro da cultura de sua época.

    Sua literatura e poesia não legaram nada de apreciável ao pensamento humano em geral ou às correntes culturais do mundo da época. Esta região estava imersa na anarquia do politeísmo e na idolatria, estava socialmente deslocada, e era dominada pelo espírito tribal.

    A vida e o pensamento tribal lhes deram todas as suas atitudes sociais, o que causou inúmeras contradições e toda classe de caos e lutas pérfidas. Esta região onde nasceu e cresceu o Profeta não conhecia nenhuma forma de governo, exceto o que comportava e pertencia à tribo. A situação das forças produtivas e das condições econômicas da região era tão ou mais inferiores que à das demais regiões subdesenvolvidas da época. Mesmo, a leitura e a escrita, partes mais simples da cultura, eram relativamente estranhas a este meio, e a sociedade em geral era analfabeta.

    يقول تعالی في سورة الجمعة آية 2

    ] هُوَ الَّذِي بَعَثَ فِي الْأُمِّيِّينَ رَسُولًا مِّنْهُمْ يَتْلُو عَلَيْهِمْ آيَاتِهِ وَيُزَكِّيهِمْ
    وَيُعَلِّمُهُمُ الْكِتَابَ وَالْحِكْمَةَ وَإِن كَانُوا مِن قَبْلُ لَفِي ضَلَالٍ مُّبِينٍ [

    “Ele foi Quem escolheu, entre os iletrados, um Mensageiro da sua estirpe, para ditar-lhes os Seus versículos, consagrá-los e ensinar-lhes o Livro e a sabedoria, porque antes estavam em evidente erro”.(Alcorão, C.62 – V.2).

    A partir deste ponto de vista, o Profeta representava o homem comum. Antes da Missão Profética não sabia nem ler nem escrever. Não tinha recebido nenhum ensinamento regular ou irregular.

    يقول تعالی في سورة العنكبوت آية 48

    ] وَمَا كُنتَ تَتْلُو مِن قَبْلِهِ مِن كِتَابٍ وَلَا تَخُطُّهُ بِيَمِينِكَ إِذًا لَّارْتَابَ الْمُبْطِلُونَ [

    “E nunca recitaste livro algum antes deste, nem o transcreveste com a tua mão direita; caso contrário, os difamadores teriam duvidado”.(Alcorão, C. 29 – V.48).

    O texto alcorânico mostra claramente o nível intelectual do Profeta antes da revelação de sua Missão. Constitui a prova determinante deste nível, mesmo para aquele que não crê na divindade do Alcorão; pois se trata de um texto que o Profeta anunciou ao seu povo, e confiou aos seus conhecidos, os mais íntimos, que estavam perfeitamente cientes dos detalhes de sua vida, e ninguém criticou ou desmentiu esses fatos. Nós observamos que o Profeta não teria tido participação, antes da revelação da Missão, nas diferentes manifestações intelectuais e culturais, isso, levando-se em consideração as correntes prevalecentes na época, como a poesia e o discurso. Sua integridade, sua veracidade, sua honestidade e sua castidade foram as características que lhe deram um alto grau de distinção entre seu povo.

    Ele viveu por quarenta anos (antes da Missão) no meio de seu povo, sem que ninguém deixasse de observar sua distinção, e, além disso, evidentemente, tinha uma conduta reta; que era como um presságio para o grande processo de mudança que ele subitamente iria anunciar ao mundo, depois de quarenta anos de uma vida nobre.

    يقول تعالى في سورة يونس آية 16

    ] قُل لَّوْ شَاء اللّهُ مَا تَلَوْتُهُ عَلَيْكُمْ وَلاَ أَدْرَاكُم بِهِ
    فَقَدْ لَبِثْتُ فِيكُمْ عُمُرًا مِّن قَبْلِهِ أَفَلاَ تَعْقِلُونَ [

    “Dize: Se Deus quisesse, não vo-lo teria eu recitado, nem Ele vo-lo teria dado a conhecer, porque antes de sua revelação passei a vida entre vós. Não raciocinais ainda?”(Alcorão, C.10 – V.16)

    O Profeta nasceu em Meca, e nela permaneceu durante todo o período que precedeu a sua missão. Não a deixou senão para realizar duas curtas viagens através da Península Arábica: uma, com seu tio paterno, Abu Talib, quando era muito jovem; a outra a serviço de Khadijja, aos seus trinta e poucos anos de vida. Em razão de seu analfabetismo ele não tinha como ler os textos religiosos do judaísmo e do cristianismo, tampouco, nada de importante sobre estes textos lhe chegou através de seu meio social, pois como já dissemos, tal meio era idólatra em seus pensamentos e hábitos. Sendo assim, nem o pensamento cristão ou o judeu lhe tinham influenciado sob nenhuma forma. Igualmente, aqueles que rejeitaram o culto dos ídolos, os monoteístas entre os árabes de Meca, não eram influenciados nem pelo judaísmo nem pelo cristianismo. Nenhum ponto do pensamento cristão ou judeu tinha se enraizado entre o povo do Profeta e influenciado o patrimônio literário e poético de tal comunidade. Se o Profeta tivesse empregado o menor esforço possível para se utilizar das fontes do pensamento cristão ou judeu, isto seria evidenciado. Pois, em um meio ingênuo, isolado de suas fontes de pensamento e contrário a estas, tal tentativa não teria passado despercebida ou sem deixar marcas sobre muitos dos movimentos e relações da sociedade de Meca.

    2) A Mensagem que o Profeta anunciou ao mundo está representada pelo nobre Alcorão e pela ShariahIslâmica (Lei Religiosa), e se distingue das demais por muitos pontos característicos.

    a) A mensagem nos chega como um modelo único da instrução divina relativa aos atributos de Deus, à Sua Ciência, à Sua Autoridade, à qualidade de seus benefícios para com o Homem. A mensagem também falou sobre o papel dos profetas no encaminhamento da humanidade, sobre a unidade de sua Mensagem, sobre valores e ideais que os distinguem. Ela falou sobre a relação de Deus com seus profetas e sobre a luta contínua entre o Bem e o Mal, entre a justiça e a injustiça. Também mostrou os laços sólidos e constantes entre as mensagens divinas e os desfavorecidos e perseguidos. Esta instrução divina não é somente superior ao estado intelectual e religioso de uma sociedade pagã e submergida no culto dos ídolos, mas também está muito além de todas as instruções religiosas conhecidas no mundo até agora. Qualquer comparação entre esta instrução divina e as instruções precedentes mostra a evidência de que tal instrução está destinada a corrigir os erros das instruções passadas, corrigir seus desvios, e fazê-las voltar para a razão sã e natural.

    Tudo isso foi trazido por um homem analfabeto, em uma sociedade idólatra, quase isolada, ignorante a respeito de tudo que era relativo aos livros religiosos de sua época. E ainda assim, ele foi um modelo de retidão e progresso.

    b) Esta mensagem nos chega com valores e concepções relativas à vida, ao Homem, ao trabalho e às relações sociais, e as tem expressado dentro das legislações e leis. Estes valores e concepções, e estas legislações e leis, são (mesmo para aqueles que não crêem em seu caráter divino) preciosos e nobres, os mais apreciáveis e mais esplêndidos que a história já conheceu. Portanto, o filho de uma sociedade tribal apareceu subitamente na cena mundial e na história, para conclamar a humanidade como um todo à unidade; o filho de um meio social que teria consagrado todas as classes de discriminação e de favoritismo baseadas na raça, atribuição tribal e posição social, surgiu para destruir todos esses vícios, declarar que as pessoas são iguais como os dentes de um pente, e que:

    يقول تعالى في سورة الحجرات آية 13

    ] ... إِنَّ أَكْرَمَكُمْ عِندَ اللَّهِ أَتْقَاكُمْ إِنَّ اللَّهَ عَلِيمٌ خَبِيرٌ [

    “... Sabei que o mais honrado, dentre vós, ante Deus, é o mais temente... ”(Alcorão, C.49 – V.13)

    Ele transformou esta declaração em realidade para que as pessoas pudessem vivê-la; elevou o status social das mulheres e lhes garantiu a sua nobre posição, como igual ao homem, em humanidade e dignidade.

    O filho do deserto onde apenas as divisões tribais prevaleciam surgiu para guiar o homem ao enobrecimento, em vista a liberar o mundo e salvar os desfavorecidos, no Oriente e no Ocidente, da tirania de Ciro e de César.

    O filho desta vida política e econômica totalmente desequilibrada, onde existiam todos os tipos de contradições, de usura, de monopólio e de exploração, surgiu de forma súbita para trazer sentido a esta vida e transformar uma sociedade ora vazia, em uma sociedade completa e dotada de um regime e uma legislação reais, refazendo as relações sociais e econômicas, extirpando a usura, o monopólio e a exploração; redistribuindo a riqueza de forma a evitar o monopólio dos ricos. Este homem surgiu para estabelecer os princípios da solidariedade social e da segurança social. Todas estas transformações sociais que o Profeta empreendeu em sua sociedade foram concretizadas em um espaço de tempo relativamente curto, em comparação com as outras transformações sociais realizadas no decorrer da história.

    c) A mensagem relata nos textos alcorânicos, a história dos profetas anteriores e de seus povos, assim como os fatos e acontecimentos que essas comunidades viveram, e tudo isto, com detalhes que o meio idólatra e analfabeto do Profeta árabe ignorava totalmente. Os teólogos judeus e cristãos desafiaram o Profeta mais de uma vez, questionando-lhe e pedindo-lhe que falasse sobre sua herança religiosa. De forma valente, ele aceitou e superou todos estes desafios. O Alcorão preencheu todas as suas expectativas, e lhes propiciou o que haviam pedido.

    يقول الله في سورة القصص

    ] وَمَا كُنتَ بِجَانِبِ الْغَرْبِيِّ إِذْ قَضَيْنَا إِلَى مُوسَى الْأَمْرَ وَمَا كُنتَ مِنَ الشَّاهِدِينَ (44) وَلَكِنَّا أَنشَأْنَا قُرُونًا فَتَطَاوَلَ عَلَيْهِمُ الْعُمُرُ وَمَا كُنتَ ثَاوِيًا فِي أَهْلِ مَدْيَنَ تَتْلُو عَلَيْهِمْ آيَاتِنَا وَلَكِنَّا كُنَّا مُرْسِلِينَ (45) وَمَا كُنتَ بِجَانِبِ الطُّورِ إِذْ نَادَيْنَا وَلَكِن رَّحْمَةً مِّن رَّبِّكَ لِتُنذِرَ قَوْمًا مَّا أَتَاهُم مِّن نَّذِيرٍ مِّن قَبْلِكَ لَعَلَّهُمْ يَتَذَكَّرُونَ (46) [

    “Porém, tu (ó Mohammad) não estavas do lado ocidental (do monte Sinai) quando decretamos à Moisés os mandamentos, nem tampouco te contavas entre as testemunhas (de tal evento). Mas criamos novas gerações, que viveram muito tempo. Tu não eras habitante entre os madianitas, para lhes recitares os Nossos versículos; porém, Nós é Quem mandamos mensageiros. Tampouco estiveste no sopé do monte Sinai quando chamamos (Moisés); porém, foi uma misericórdia do teu Senhor, para que admoestes um povo que, antes de ti, jamais teve admoestador algum; quiçá, assim reflitam”. (Alcorão, C.28 – V.44 a 46).

    Mesmo que se suponha que o Novo e Velho Testamento eram conhecidos e admitidos no meio onde o profeta tinha surgido e vivido, o leitor não poderia estar mais que encantado ao constatar que o Alcorão não plagia ou reproduz o que estava escrito nestes livros. Na verdade, ao invés de praticar um papel passivo ao copiar ou simplesmente traduzir estas escrituras, o Alcorão pratica um papel ativo, dado que expõe a recitação de uma forma ativa, quer dizer, corrige, retifica, e inclusive, vai além dos equívocos de tais escrituras, em pontos que não concordam com o espírito natural da Unidade Divina, com a razão ou com uma visão religiosa sã.

    d) O Alcorão alcança um alto grau de eloqüência, de retórica e de originalidade de expressão. Algo que é extremamente notável mesmo para os que não crêem em seu status sagrado, e ele, consiste em um ponto de separação entre duas fases da língua árabe, uma base para uma grande mudança na língua. Os árabes, que ouviram o Profeta recitar o Alcorão, observaram que o mesmo não se pareceria em nada com os estilos de eloqüência e expressão com os quais estavam habituados, nem com os movimentos de expressão que eles já tinham assimilado. Neste sentido, Al-Walid Ibn Maghira, ao escutar a recitação do Alcorão, disse: “Por Deus, eu ouvi palavras que não são dos seres humanos nem dos gênios. É uma linguagem deliciosa e ilustre. Seu tom alto é frutuoso, e seu tom baixo é abundante. Transcende a tudo, e nada pode superá-la. Esmaga, através de sua superioridade, tudo que está debaixo dela”.

    O povo evitava escutar o Alcorão porque acreditava em sua influência e em sua capacidade extraordinária de operar uma mudança na alma das pessoas. E é esta a prova da extraordinária distinção da expressão alcorânica. Isto prova que o Alcorão não é meramente a continuação de um desenvolvimento literário já familiar. O povo não demorou a desarmar-se e sucumbir diante do desafio grandioso que o Profeta lhes apresentou. Ele lhes desafiou a tentar criar algo que parecesse com o Alcorão, ou simplesmente, a criar dez suratas(capítulos) falsas que mantivessem o mesmo nível do Alcorão. Diante disso, nenhum deles pôde escrever sequer uma surataque fosse igual ao Alcorão.

    يقول تعالی في سورة الأسراء 88

    ] قُل لَّئِنِ اجْتَمَعَتِ الإِنسُ وَالْجِنُّ عَلَى أَن يَأْتُواْ بِمِثْلِ هَذَا الْقُرْآنِ
    لاَ يَأْتُونَ بِمِثْلِهِ وَلَوْ كَانَ بَعْضُهُمْ لِبَعْضٍ ظَهِيرًا [

    “Dize-lhes: Mesmo que os humanos e os gênios tivessem se reunido para produzir coisa similar a este Alcorão, jamais teriam feito algo semelhante, ainda que se ajudassem mutuamente.”(Alcorão, C.17 – V.88).

    يقول تعالی في سورة هود آية 13

    ] أَمْ يَقُولُونَ افْتَرَاهُ قُلْ فَأْتُواْ بِعَشْرِ سُوَرٍ مِّثْلِهِ مُفْتَرَيَاتٍ
    وَادْعُواْ مَنِ اسْتَطَعْتُم مِّن دُونِ اللّهِ إِن كُنتُمْ صَادِقِينَ [

    “Ou dizem: Ele o forjou! Dize: Pois bem, apresentais dez suratas forjadas, semelhantes às dele, e pedi (auxílio), para tanto, a quem possais, em vez de Deus, se estiverdes certos.”(Alcorão, C.11 – V.13).

    يقول تعالی في سورة البقرة آية 23

    ] أ وَإِن كُنتُمْ فِي رَيْبٍ مِّمَّا نَزَّلْنَا عَلَى عَبْدِنَا فَأْتُواْ بِسُورَةٍ مِّن مِّثْلِهِ
    وَادْعُواْ شُهَدَاءكُم مِّن دُونِ اللّهِ إِنْ كُنْتُمْ صَادِقِينَ [

    “E se tendes dúvidas a respeito do que revelamos ao Nosso servo (Mohammad), componde uma surata semelhante à dele (o Alcorão), e apresentai as vossas testemunhas, independentemente de Deus, se estiverdes certos.”(Alcorão C.2 – V.23).

    O Profeta lançou este desafio a uma sociedade particularmente observadora da prática do discurso, habituada a contar sua história de forma oral e através disso exaltar suas glórias. Esta era uma prática muito apreciada e exaltada em tal sociedade. Visto isso, o principal objetivo desta sociedade seria extinguir a luz dessa nova mensagem e destruí-la por completo. No entanto, esta sociedade que anteriormente tinha aceitado grandes desafios neste campo não quis tentar sua sorte frente ao Alcorão. Não tentou se opor e superar o Alcorão e seu estilo, pois sabia que a expressão literária alcorânica estava acima das suas capacidades lingüísticas e artísticas. Um fato curioso e paradoxal é que o indivíduo que trazia a eles esta nova onda literária tinha vivido por quarenta anos em meio a seus concidadãos sem jamais participar de um círculo ou debate literário, nem distinguir-se em nenhuma das artes da palavra. Tais são algumas das características da Mensagem do Profeta.

    3) Agora, voltamos-nos para o terceiro ponto, através do qual provaremos, sob a base da indução científica aplicada à história das sociedades humanas, que esta Mensagem cujas características já estudamos no segundo ponto, é muito maior que as circunstâncias e os fatores que mencionamos no primeiro ponto. Porque, mesmo que na história das sociedades tenhamos assistido a numerosos casos onde um homem se distingue entre os seus, os dirige e os leva a um passo adiante no caminho do progresso, o nosso caso se diferencia de todos os casos comuns, já que possui muitas particularidades que o diferenciam dos demais casos. Pois observamos no nosso caso um salto enorme, e uma evolução nos valores e concepções relativas aos diferentes domínios da vida, e não um mero avanço isolado. A comunidade tribal realizou sob a influência do Profeta um salto prodigioso, convertendo-se à idéia de uma sociedade universal. A sociedade idólatra se converteu à fé na Unicidade Pura, a religião que corrigiu todas as outras religiões monoteístas e removeu das mesmas as falsidades místicas às que estavam agarradas. Uma sociedade ora completamente vazia se transformou em uma sociedade de vanguarda, carregando consigo uma cultura que tem levado luz ao mundo inteiro.

    Mais adiante, notamos que em uma sociedade, se uma revolução completa é o produto das influências e das circunstâncias concretas, tal revolução não pode ser nem súbita nem improvisada ou desprovida de etapas preliminares. Tampouco, pode surgir sem um desenvolvimento intelectual e espiritual que a preceda, e que através de uma direção competente e moral, a dirija em vistas a realizá-la em sua base, ou seja, na sociedade.

    O estudo comparativo da história dos processos da evolução social nas diferentes sociedades mostra que em toda sociedade esta evolução começa no campo intelectual, sob a forma de um germe semeado no terreno social, e a seguir amadurece para criar uma corrente intelectual cujos aspectos se espalham progressivamente. No interior desta corrente, uma liderança se forma, com a forma de uma parte distintiva da sociedade, vivendo nesta, e contradizendo a forma oficial. E é desta luta que se desenvolve entre as duas formas que esta corrente se amplia até que domina a situação.

    Em contraste a tudo isso, descobrimos que Mohammad não era simplesmente um elo na corrente da história da nova mensagem. Tampouco era ele parte de uma corrente geral de mudança social da época. As idéias, os valores e as concepções que ele defendia não tinham crédito ou sequer eram sementes postas no terreno da sociedade em que ele viveu. Quanto à corrente que ele desenvolveu e que contava de início com uns poucos seguidores que eram a elite dos primeiros muçulmanos, ela só foi criada devido aos méritos da Mensagem e do Mensageiro. Não foi a atmosfera social que produziu a mensagem e o seu líder.

    A diferença que separava o Profeta e os membros desta elite não era uma diferença de graus, como é o caso das diferenças que existem nos vários elementos que constituem uma corrente nova de pensamento ou ação social. Na verdade, era uma diferença fundamental e infinita. Tudo isso prova que Mohammad não era parte de uma corrente, na verdade, foi uma nova corrente que surgiu a partir dele.

    A história mostra que se a liderança intelectual, religiosa e social de um novo movimento se concentra em um só ponto e toma apenas uma direção, esta liderança deve estar necessariamente dotada de uma grande capacidade cultural e de um vasto conhecimento para proporcionar a todos a tarefa que lhes incumbe, e adequar tudo isso aos modos de vida corrente das pessoas. Também se faz necessário que tudo isso seja uma prática gradual que produza um desenvolvimento direto desta liderança.

    Em contraste a tudo isso, descobrimos que Mohammad assumiu a direção intelectual, religiosa e social desta Missão sem que seu passado de homem analfabeto, ignorante a respeito de outras culturas de sua época e das religiões anteriores à sua Mensagem, tivesse algum influência sobre ele, nada disso o fez menos suscetível a essa missão.

    Diante de tudo isso, consideramos a única explicação razoável e admissível para tal situação: supor a existência de um fator adicional por trás das circunstâncias e fatores usualmente perceptíveis. Ele é o fator da Revelação, o fator da Profecia, o qual representa a intervenção divina na orientação da Terra.

    يقول تعالی في سورة الشورى آية 52

    ]وَكَذَلِكَ أَوْحَيْنَا إِلَيْكَ رُوحًا مِّنْ أَمْرِنَا مَا كُنتَ تَدْرِي مَا الْكِتَابُ وَلَا الْإِيمَانُ وَلَكِن جَعَلْنَاهُ نُورًا نَّهْدِي بِهِ مَنْ نَّشَاء مِنْ عِبَادِنَا وَإِنَّكَ لَتَهْدِي إِلَى صِرَاطٍ مُّسْتَقِيمٍ [

    “E também te inspiramos com um Espírito, por ordem nossa, antes não conhecias o que era o Livro, nem a fé; porém, fizemos dele uma Luz, mediante a qual guiamos quem Nos apraz dentre os Nossos servos. E tu certamente te orientas para uma senda reta.”(Alcorão, C.42 – V.52

     
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